Existem pessoas tão burras que possuem apenas diplomas acadêmicos. A ignorância é lastimável, já que essa raça não consegue se imaginar abaixo de nenhum ser humano, e sendo assim, pisam em todos, rebaixam todos. Eles querem que você se sinta mal, pois assim eles se sentem bem. Mas o que seria dos fortes sem os fracos? Digo, gente assim é fraca. Fracas porque não conseguem evoluir; fracas porque estão estagnadas, acomodadas; fracas pois seu ego é tão grande que não lhes permitem melhorias. Pois é. Os fortes abraçam, e os fracos condenam, criticam. Convenhamos que não é nada difícil apontar os erros dos outros, mas e nossos erros? Ninguém é perfeito. Nem você. Todos nós somos iguais. Você não é capaz de sentir o cheiro de merda que exala, pois está ocupado demais cuidando da sua imagem refletida no espelho. A diferença é a humildade. Mas calma, a linha é tênue entre humildade e fingimento. Várias pessoas dominam a arte de se fazerem de coitadas, pois suas línguas soltam mentiras sem medo e manipulam muitos desavisados. Mas o carma vem e dá a cada um o que semeou ao longo da vida. Suas intenções são boas? Você favorece as pessoas? Ou tudo que você deseja se resume em você? Você é capaz de estender a mão? Você, seu idiota, é capaz de se colocar no lugar dos outros? Pois eu garanto que se você se visse de fora choraria, pois sua escrotice não tem limites. Condena as atitudes dos outros, mas é incapaz de ver que as suas são piores. No começo a gente pode até sofrer por pessoas assim, mas depois a visão se abre e percebemos que elas não vão longe. Peixe morre pela boca. Você está cavando um buraco no qual ficará caído. Suas falas vendem hipocrisia. Na superfície é tudo lindo, mas por dentro a desgraça não é pequena. O que é mais importante? Talvez eu nunca seja única pra você, e eu serei a única que não salvará seu mundo porco. Animal mecânico.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Avistei um senhorzinho dia desses sentado no banco da praça,
olhando os pombos que tentavam, em vão, achar migalhas naquele chão imundo. Ele
tinha olhos azuis piscina que transmitiam esperança e simplicidade, tamanha
intensidade e bondade eles carregavam. Sempre o encontrava naquela mesma praça,
sentado no mesmo banco; e o seu ar de sabedoria fazia com que eu quisesse me
aproximar daquele homem. Até que então, sentei-me ao lado dele, e tímida,
soltei um "boa tarde". Ele me olhou e indagou "olá,
jovem!". Papeamos a tarde toda. E assim que me levantei para ir embora,
sentia-me completa, cheia. No dia seguinte, caminhando pela mesma praça, não o
vi sentado no banco. Dei uma olhada ao redor para ver se o encontrava. Foi
quando senti uma mão quente tocar meu ombro. Era ele. Iniciamos uma prosa, que,
sinceramente, transformou meu modo de pensar. Aquela 'conversa' (que não foi
bem uma conversa) dividiu minha vida em antes e depois. Digo, nem pra todos
aqueles ensinamentos são válidos, contudo, para mim, foi exatamente o que eu
precisava ouvir. Eram épocas turbulentas, nas quais eu estava estagnada, sem
saber para onde ir, sem saber discernir qual o melhor rumo a tomar.
Curiosamente, assim que tocou meus ombros, soltou duas palavras "deixe
estar". Olhei para trás e o senhor já não mais estava lá. Estranho, pensei
comigo. Não dei muita bola e toquei em frente. Depois de uma ou duas semanas,
andando pela mesma praça, alguém me chamou. Algo tocou meus ombros e sussurrou
"deixe estar". Olhei para trás e não vi ninguém. Já sabia quem era.
Procurei por ele e não o encontrei. Voltei para casa indagada, repetindo para
mim mesma "deixe estar, deixe estar". Fechei os olhos e adormeci.
Sonhei com o velhinho repetindo essas palavras pra mim. Acordei assustada.
Lavei o rosto e fui jantar. Estava tão distante de mim mesma e tão estressada
que resolvi deixar esse ensinamento me guiar. "Deixe estar". Para
todo efeito de causa, deixei estar. Deixei estar e parei de me preocupar. Parei
de me auto-sufocar e de me cobrar em demasia. Parei de querer e exigir
perfeição. Parei de cobrar, parei de esperar, parei de planejar. Deixei estar.
Este foi um dos conselhos mais válidos que recebi. Simples e sucinto; completo.
Praticar o desapego de si, desapego material, desapego das pessoas e deixar a vida
tomar seu próprio rumo não é fácil, mas é gratificante. A vida sempre tem a
melhor resposta. Não tente impedi-lá.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Sentada no balanço da varanda, na calada da noite, cabelos ao vento. Da mesma maneira que aquela brisa parecia varrer suas dores, varria também seu ânimo. Queria estar em qualquer lugar, mas não ali, assistindo uma tempestade de emoções e confusões sentada em um balanço. Ah, esse balanço! Bem que poderia balançar sua vida inteira, não apenas seu corpo, que nada mais era do que uma casca para segurar sua alma, já que esta gostaria de sair por aí, flutuando a noite inteira. Queria visitar o paraíso, queria dançar, queria o mundo, queria viver de sonhos. Fechava os olhos e se imaginava voando como borboleta, sonhando com um mundo cor-de-rosa. As estrelas brilhavam tão lindamente, e ela estava perdida. Ultrapassou limites que não podia, mudou o que não devia. Estava perdida. Estava esperando. Esperando. Esperando... Estava sozinha e esperando. Tinha o que queria, mas não tinha o que precisava. Cansada demais para se deixar ir, para esquecer, para arriscar. Mas quem não arrisca não petisca. Era preciso tentar. Era preciso achar a chave certa para abrir aquela porta. Fugir deveria ser simples, ser fácil. Mas não era. Nunca foi. Talvez por se importar demais com os outros. Talvez por ter medo de se arrepender depois. Resolveu esperar. Esperar alguma luz, algum brilho que a acendesse. Fechou os olhos e balançou. Seu coração batia forte, estava correndo; correndo e pensando. Estava com medo. Olhou para cima, para o brilho da noite. Todos estavam sob o mesmo teto. Ela não ia parar agora.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
É um porre levantar pela manhã e saber que seu dia será o mesmo de sempre, com os mesmos problemas e as mesmas complicações; com as mesmas pessoas sem noção e com o mesmo âmago no peito. É um porre mas somos obrigados a continuar, porque nossa vida não é uma novela repleta de emoções e novidades. É a penosa sensação de inércia, de estagnação, de acomodação. É você desejar mudar mas se sentir de mãos e pés atados, afinal, o que você pode fazer sendo que você é uma mera peça em um tabuleiro? A dica, parceiro, é a seguinte: tome uma dose de tequila e enfie goela abaixo sua voz, sua ância, seu desejo de por tudo aquilo pra fora, mas cuidado pra não se engasgar. Saiba a hora de agir, e com quem agir. Sinto que a cada dia que se passa nós perdemos a ingenuidade de criança que ainda nos resta; nós agimos como se tudo fosse ofensa, como se tudo fosse mentira, e é - com o passar do tempo, aquele lindo zoológico se transforma em uma selva, na qual você certamente estará perdido - não existe mais papai noel, coelhinho da páscoa, fadinhas... Existem agoras lobos maus e bruxas, mas não se esqueça: todos com máscaras de bons cordeiros. E assim, em um belo dia, você se dá conta que suas crenças são ilusões, que as pessoas iludem e que o mundo te oferece ilusão em troca do brilho da sua alma. E é assim que vemos por aí tanta futilidade, o que deixa as pessoas sem noção alguma das suas atitudes, e são essas pessoas que fazem você refletir sobre a fossa mundana. É realmente um porre levantar pela manhã e saber que seu dia será o msmo de sempre, com os mesmos problemas e as mesmas complicações, com as mesmas pessoas sem noção e com o mesmo âmago no peito...
sexta-feira, 8 de junho de 2012
As pessoas não gostam da verdade. Elas gostam de ouvir o que querem, de ver o que querem acreditar. Acho que essa é a razão pra uma cegueira mundial, que a gente consegue ver todo dia em quase todas as pessoas. Gente ignorante que tem a verdade estampada na cara e não aceita. Não engolem seus defeitos, seus erros. Não seguem em frente e muitas vezes não se perdoam por uma cagada que fizeram na pré-história. E aí essas pessoas perguntam o que não querem saber. Mas quando alguém dá a cara a tapa e diz a verdade, esse ser humano se irrita, discorda, vira as costas e vai embora, falando mal dessa pessoa. É bizarro, muito bizarro. Pessoas assim fazem de seu orgulho uma muralha, e acreditam que com ela nenhum mal será feito contra elas; mas na verdade, estão feridas, doídas... Só não assumem. E quando não assumem não seguem em frente. Se não seguem em frente ficam estagnadas. E de tão estagnadas acomodam-se. Cegam-se.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Tempo, tempo, tempo. Já te fizeram uma oração e ficou bem claro como o senhor é lindo e amigável. Mas sabe, tô precisando de uma forcinha sua: você poderia andar mais devagar? O senhor tá indo muito rápido e eu não tô conseguindo me manter do seu lado. Por favor, vai... Concorde comigo e assuma que desse jeito não dá! Não serei totalmente ingrata, sua agilidade faz muito bem, sim. Mas ultimamente o senhor anda muito exagerado, com pressa de tudo. Nem sei quando foi a última vez que eu consegui te segurar um pouco mais. Você está muito liso, não para em lugar nenhum, ou será que nós estamos aborrecendo o senhor? Aí dá até pra entender sua pressa em fugir da gente. Mas do contrário, diminua um pouquinho só o ritmo, que já ficaremos satisfeitos. Obrigada.
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